O papel da dieta no desenvolvimento e tratamento da artrite
sexta-feira, 18, março, 2011E revela o poder das frutas no combate à doença
Por Marisa De Lucia
Embora a idade-pico para o surgimento da doença em mulheres seja 60 anos de idade, a artrite inflamatória (AR) pode ocorrer em qualquer idade. A incapacitação grave ou perda funcional pode ser um grande problema, pois afeta 10% dos pacientes num período de cinco anos.
A expectativa de vida de uma pessoa com artrite pode ser reduzida em até 10 anos e a AR está associada a um aumento na mortalidade, tanto em decorrência das complicações da própria doença como das doenças cardiovasculares delas resultantes.
Ao analisarem certos suplementos, quanto à sua eficácia na prevenção e tratamento da AR, nutricionistas descartaram: cartilagem de tubarão, garra do diabo (harpagophytum procumbens), vinagre de cidra (vinho de maçã), extrato de chá verde, gengibre, curcumim, extrato de rosa mosqueta e extrato insaponificável de abacate/soja (ASU), comumente usados com ou sem recomendação médica. Apenas o estudo do mexilhão de Nova Zelândia não foi ainda conclusivo.
Num único estudo constatou-se que a ingestão mais alta de frutas, e de vitaminas B e C, torna mais baixo o risco de contrair artrite, e que a baixa ingestão de frutas e hortaliças, ricas em ácidos graxos poliinsaturados, pode ser parcialmente responsável pelo aumento do risco de desenvolvimento da artrite inflamatória.
Outras fontes dietéticas ricas em ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa ômega-6 (n-6) e ômega-3 (n-3) são os peixes de águas profundas e de águas frias como cavala, linguado, arenque, salmão, truta e atum fresco, e também sardinhas e manjubas.


